Como harmonizar o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental? Tal questão, muito discutida atualmente, fez surgir a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para propor meios para que os países possam se desenvolver a ponto de suprir suas necessidades e não impossibilitar que o mesmo ocorra com as futuras gerações. Isso, pensando no global. Contudo, todos podem fazer a sua parte. A iniciativa de usar os recursos naturais com responsabilidade e diminuir desperdícios pode começar ainda em casa com medidas simples e ao alcance de todos.
Para a bióloga do Instituto Ambiental Vidágua, Tamara Quinteiro, a prática da sustentabilidade deve realmente começar em casa. “Mudando o seu modo de pensar, você muda o seu cotidiano e vai passando isso para a família, vizinhos, bairro, empresa... Você vira um multiplicador”.
Além de economia no orçamento, o desenvolvimento sustentável também prega, segundo a bióloga, a preservação ambiental e a melhoria na qualidade de vida.
Montar uma pequena horta caseira e utilizar a água da chuva mesmo que seja para limpar calçadas ou regar plantas mais tarde são medidas simples, porém, sustentáveis.
Em família
Ter uma horta em casa contribui para eliminar os gastos com transporte desde as lavouras até a sua casa, reduz o uso de agrotóxicos, o que contribui com a alimentação saudável, e é economia para o bolso, já que você tem a verdura e os temperos no quintal.
Outra vantagem da horta caseira é proporcionar uma atividade prazerosa que ajuda a aliviar as tensões do cotidiano e pode até se transformar em hobby.
Preocupada com a sustentabilidade, a nutricionista Lisa Chistina Neme Battistutta dá os primeiros passos em casa cultivando temperos usados na cantina da família, isso sem falar nas árvores frutíferas para o consumo da casa. “Produzimos massas caseiras e minha preocupação é livrar a comida dos agrotóxicos”, diz.
Se o ensinamento passa dos pais para os filhos, na casa de Lisa não é bem assim. Ela conta que quando vai ao supermercado com os filhos, eles levam sacolas retornáveis e ficam de olho nos produtos que ela coloca no carrinho: “O que eles mais notam é se as embalagens são recicláveis. E, em casa, separam todo o lixo. Acho que as crianças são exemplos para os adultos”.
Por Ana Paula Pessoto
Publicado por Jornal da Cidade de Bauru
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